A gente tem tudo pra dar errado.

Depois de tanto tempo, de tantas histórias, só agora eu vim escrever sobre você. Eu nunca dei a mínima e agora eu me pergunto se tudo isso foi realmente intenso ou se eu criei isso tudo na minha cabeça? Eu gostei mesmo de você?
Meu oposto. Desde o início foi bem diferente de tudo que eu já havia vivido, fez por mim o que ninguém havia feito antes e me esperou o tempo necessário pra eu aparecer e, ai...você caiu fora. Dois anos atrás e eu agora acho que a errada realmente era eu. Quem é louco o suficiente pra esperar por tanto tempo por alguma doida de 15 anos que não sabia nem se entender. Acredite, eu não me entendia. Muito menos entendia meus sentimentos. Era uma confusão, tudo acontecendo muito rápido, eu me entregando de mentirinha pra você. Acho que essa mentirinha acabou se tornando real. Quando você parou de me esperar eu senti necessidade de ter você aqui, isso é tão infantil/clichê/ridículo, mas foi assim. Você deve ter me achado muito estranha de encher o saco te chamando pra conversar e dizendo coisas bobas só pra ver se eu conseguia puxar assunto, você não correspondia as conversas mais e assim, foi tudo se apagando.
Depois de mais alguns meses as lembranças daquele por-do-sol na beira da praia foram voltando. Minha vontade de falar com você estava aqui, ainda não sei se esse sentimento é real ou pura coisa adolescente mas, eu senti. E eu falei. Insisti várias vezes. Até que você voltou a me corresponder.
Meu coração estava mais assustado que antes, acho que não era minha hora de viver um amor, acho que você também não é pra mim. Mas todos aqueles dias foram especiais, foram divertidos, faz tempo que eu não vou dormir sorrindo de felicidade desde aquele dia que a gente foi ver o sol se por pela segunda vez. Acho que esses momentos que ainda me prendem a você.
Mais um ano se passou e eu me lembro de como tudo acabou: do nada. Mais uma vez a confusão tomou conta dessa história. Criei mais diversas complicações pra minha mente e pro meu coração e ai, deu errado. De novo. Você não soube me esperar, imaturidade minha e sua. Você não é culpado, nem eu, a gente só não sabe o suficiente do que precisamos pra fazer algo dar certo...ainda não aprendemos. Depois de uma semana do fim foi a última vez que conversamos. Mas depois disso ainda houveram diversas conversas por telepatia e uma mistura de indiretas via Twitter. Eu exclui o Twitter.
Passei a viver por mim e desvendar esses meus mistérios que nem eu entendo e amadureci muito desse ano pra cá. Aprendi a dar valor para coisas que realmente importam. Deixei de lado tudo que esse povo fala e venho tentando me manter afastada mas tudo me faz lembrar daqueles dias em que eu sorri pra caramba só de lembrar de você. Sei que no início você também quis voltar atrás e fazer tudo da certo, mas você é tão indeciso e confuso quanto eu...acho que por isso te entendo.
Fugindo de tudo isso sempre aparece algo pra me fazer lembrar você, não sei porque, uma pessoa, uma qualquer coisa. E até eu mesma fuçando o seu twitter pra me manter atualizada. Uma trouxa mesmo, por isso que eu não esqueço.
Bom, eu ia dizer que tudo isso que eu acabei de escrever é só porque estou de TPM. Mas, quer saber? Não é não. Acho que de tanto eu achar que você é importante pra mim, você acabou se tornando, e apesar de eu achar que você não presta e que damos muito errado, é só eu te ver pra voltar a ficar boba. Não sei o que é isso, eu realmente queria saber o que existe entre nós. Acho que você nem lembra mais. Mas agradeço por todos os sorrisos roubados. Apesar de confusos, foram reais.

E você ainda dizia que eu falava pouco...


Relatos de uma doida de TPM.

Eu.

0 comentários:

Postar um comentário